“O que tem por trás da possível chegada de Diego de Zé pão doce à Secretaria de Saúde?”

Por Felipe Diniz

Os bastidores da política de Serra Branca esquentaram nos últimos dias com rumores ainda não confirmados oficialmente pela gestão — sobre a chegada de Diego Nunes, conhecido como Diego de Zé Pão doce, à Secretaria Municipal de Saúde.

A possível nomeação não seria apenas administrativa. Diego chegaria, ao que tudo indica, para cumprir dois objetivos claros.

O primeiro é reorganizar a saúde do município. Empresário do ramo e com conhecimento técnico na área, Diego teria capacidade de reestruturar setores, otimizar fluxos e, principalmente, estreitar relações da saúde municipal com outras esferas de governo, algo essencial para destravar recursos, parcerias e soluções mais amplas.

O segundo ponto e talvez o mais sensível é político. A ida de Diego para o Executivo evitaria sua volta à Câmara Municipal. Vale lembrar que ele é detentor de mandato e é tratado, nos corredores do Legislativo, como unanimidade entre parte dos vereadores. Sua eventual candidatura à presidência da Câmara o colocaria como uma sombra direta do atual presidente, embaralhando completamente o cenário de uma nova eleição da Mesa Diretora.

Caso retornasse à Câmara, Diego substituiria o suplente Paulo Sérgio, alterando automaticamente o equilíbrio de forças. Alguns vereadores já sinalizaram, inclusive, que votariam em Diego caso ele fosse candidato à presidência.

Nesse contexto, a permanência de Diego fora do Legislativo assumindo a Saúde traria mais tranquilidade à Câmara Municipal, evitando disputas internas e reduzindo tensões políticas. Ou seja, a decisão não passa apenas por gestão pública, mas por um cálculo político fino: fortalecer a saúde e, ao mesmo tempo, estabilizar o jogo no Legislativo.

No fim das contas, se confirmada, a movimentação resolve dois problemas com uma única canetada. Política é isso. Quem lê o tabuleiro antes, sai na frente.