Diogo Cunha Lima deve ser anunciado como vice na chapa de Cícero Lucena

O ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), oficializa na próxima segunda-feira (27) o empresário Diogo Cunha Lima (PSD) como pré-candidato a vice na chapa que deverá encabeçar para a disputa do governo do Estado neste ano. Filho do ex-governador Cássio Cunha Lima, do mesmo partido, Diogo virou alternativa do bloco oposicionista após a recusa de Pedro, que desistiu das disputas eleitorais. A consolidação caminha em direção ao mesmo status buscado pelos pré-candidatos Lucas Ribeiro (PP) e Efraim Filho (PL), que também disputarão o governo do Estado. Desses, apenas o segundo tem nome alinhavado para a vaga.

Efraim Filho já sinalizou que deverá ter a primeira-dama de Campina Grande, Juliana Cunha Lima, como vice na disputa pelo governo. O acordo com o prefeito da Rainha da Borborema, Bruno Cunha Lima (União Brasil), já foi feito. Falta apenas a oficialização de forma festiva para garantir a participação dela na chapa. Apesar disso, o bloco ainda tem algumas lacunas. O pré-candidato oficial ao Senado é o ex-ministro Marcelo Queiroga (PL), mas a outra vaga na chapa para a Casa Alta não tem ocupante. Há, dentro do partido, a defesa de que o deputado federal Cabo Gilberto (PL) ocupe o espaço.

Sobre Lucas, apesar de a cartela de opções ser variada e repleta de cores partidárias, a definição parece mais distante. Entre os nomes colocados estão os deputados estaduais Adriano Galdino e Wilson Filho, ambos do Republicanos, além da deputada estadual Cida Ramos (PT), de Rafaela Camaraense (PSB) e do deputado federal Ruy Carneiro (Podemos). Entre os critérios possíveis para a escolha, dois se destacam: ter base política em João Pessoa e ser mulher. A deputada estadual Cida Ramos preenche os dois, porém tem dito a aliados que prefere disputar a reeleição.

Ainda sobre Lucas, o critério de ter base em João Pessoa beneficia Cida, Ruy e Wilson Filho. Mas esses não devem ser os únicos pontos analisados. A vantagem do governador em relação aos adversários é que ele dispõe de mais prazo e de toda a máquina administrativa para se projetar. Um exemplo disso é o Orçamento Democrático, que permitirá ao gestor percorrer o estado com todo o seu staff, com a projeção inerente ao cargo. O prazo final para a definição do vice é o período das convenções, entre julho e agosto.