Estaria ruída a presidência de Hércules Holanda para o segundo biênio da Câmara Municipal de Serra Branca?

Os bastidores da política serrabranquense estão em ebulição com a aproximação da eleição para o segundo biênio da Câmara Municipal. O clima, que deveria ser de estabilidade, tornou-se de incertezas e especulações sobre a continuidade da presidência de Hércules Holanda.

Nos corredores da Casa Legislativa, cresce a percepção de que o atual presidente enfrenta dificuldades reais para consolidar sua reeleição. Isso porque o rompimento político do vice-prefeito Flávio Torreão com o prefeito Michel Alexandre fortaleceu o grupo de oposição, que agora se movimenta com mais organização e, ao que tudo indica, busca influenciar diretamente os rumos da eleição interna.

Segundo informações apuradas, o presidente já não contaria com o apoio dos vereadores Leka, Mércia e Talles, como esperado. Mais delicada ainda é a posição do vereador Reidrique Dias, cuja ausência em recentes encontros políticos chamou atenção e levantou suspeitas de que ele também estaria fora da lista de apoiadores de Hércules.

Para além da articulação política, o descontentamento cresce ainda por outro motivo: a condução administrativa da Câmara. Fontes ouvidas apontam insatisfação de alguns parlamentares quanto ao uso dos recursos da Casa, em especial no que chamam de “gastos desnecessários e pouco explicados” sob a gestão de Hércules. Esse ponto, se confirmado, pode pesar ainda mais contra sua permanência no comando.

O cenário, portanto, é de incerteza. Embora Hércules Holanda ainda conte com aliados e tente reverter o quadro, os sinais são de desgaste. O que se vê é um tabuleiro em movimento, no qual a oposição busca ganhar corpo e impor um novo nome à presidência da Câmara.

O certo é que os próximos dias serão decisivos para a política de Serra Branca, e cada movimento, cada declaração, pode alterar completamente o jogo.