Daniella vira obstáculo em negociação entre Bruno e Nabor, e prefeito evita falar sobre chapa

A definição do segundo voto do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil), para o Senado ganhou um ingrediente a mais com a presença da senadora Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley.

Questionado nesta terça-feira (25) sobre a composição, Bruno preferiu não entrar no assunto e afirmou que não comentaria a formação de chapas de partidos ou agrupamentos políticos dos quais não faz parte.

A resposta, no entanto, ocorre em meio às articulações para conquistar o segundo voto do prefeito ao Senado. Bruno já tem compromisso com Veneziano Vital do Rêgo (MDB), enquanto Nabor mantém aberta a tentativa de aproximação com o gestor campinense. A própria candidatura de Nabor vem sinalizando interesse nesse diálogo. 

O ponto de dificuldade é justamente Daniella. A senadora, que encerra seu mandato no início do próximo ano, foi oficializada como primeira suplente de Nabor e deverá ter papel central na articulação da candidatura em Campina Grande.

Politicamente, sua presença na chapa torna uma eventual adesão de Bruno mais delicada. Daniella é adversária do prefeito e já protagonizou embates e críticas à sua gestão, o que cria um obstáculo para que Bruno avance publicamente numa composição que, na prática, também fortaleceria a senadora.

Ao evitar uma resposta direta, Bruno não fechou a porta para Nabor, mas também não deu qualquer sinal de que esteja disposto a atravessá-la. Por enquanto, o segundo voto permanece em aberto; e Daniella Ribeiro pode ser justamente o nó dessa negociação.